Sábado, Julho 04, 2009

De Partida

Pessoas queridas

Estou de partida por um mês... para rever o passaredo pelos portos de Lisboa, como diz a canção.

Mas volto antes da Primavera.

Até breve!!

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Meu Ecomascote



Para quem não sabe, confesso agora: não sou nenhum modelo no que se refere a atitudes ecológicas. Uso saco de plástico adoidado e não separo o lixo. Mas - como os livros que ainda não escrevi - as idéias estão lá. E de vez em quando até pesam na consciência.

Se a doação da minha criatividade pode me redimir um pouco, aqui vai o resultado dos meus esforços: o vencedor do concurso (tendo pais e mães como concorrentes e os alunos como eleitores) para eleger o mascote da Educação Ambiental da escola da Luciana.

O que acham?

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Sabem de uma coisa?

Cansei de tanta espera.

Me aguardem.

Quinta-feira, Maio 07, 2009

Mais um poema dos meus 20 anos...

(... só que agora eu tenho mais!)


Presença

Às vezes um espírito me segue.
Eu não o chamaria anjo ou demônio,
consinto apenas que venha e se apegue.

Às vezes, se medito na clareira,
ele brinca entre os troncos, e me espreita.
Sua presença é atenta e companheira.

Às vezes temo que ele me apareça
tal como é; e no meu despreparo
para enfrentá-lo, ele se vá e me esqueça.

Às vezes me pergunto o que seria.
Não sei se ele me ama ou se me odeia,
apenas me observa, noite e dia.

Às vezes, se repouso, sem que eu veja
ele se achega e penetra em meus sonhos
e a um tempo só me atemoriza e beija.

E então eu sinto que a resposta é esta:
quem me acompanha é o Guardião do Dharma,
lembrando o pouco tempo que me resta.

Domingo, Março 15, 2009

Em Busca da Fonte

Pessoas queridas,

É verdade, faz tempo que não posto aqui, ao passo que a escrita ficcional vai se arrastando num lento e penoso processo. É como a subida de uma trilha íngreme, que demanda mais esforço do que o normal porque você está fora de forma, mas que ainda assim vale a pena vencer. Pela paisagem e pela sensação de plenitude no final.

A trilha é longa e não tenho muito fôlego, mas tenho companhia, principalmente o incentivo que me dão as palavras de mulheres como eu. São escritoras que precisam conciliar as dores e delícias do ofício com aquelas que provêm de suas vidas pessoais: os amores, os filhos, a necessidade de estar ao mesmo tempo em vários lugares e desempenhar tarefas as mais diversas. Além disso, existem as dúvidas, a inquietude tão comum a todas nós e os bloqueios que, vez por outra, nos travam a mente e a mão – e se tudo isso transparece nas entrelinhas dos contos e novelas, a confissão é clara e completa quando se trata de escritos autobiográficos.

Dentre os muitos que li, há três de que gostei especialmente, e dos quais costumo me lembrar quando me faltam o ânimo e a coragem. Os livros não estão à mão, mas aqui vão as idéias centrais, ou pelo menos aquelas com que me identifico... e que me fazem saber que não estou só.

O primeiro depoimento é de Doris Lessing, cuja autobiografia em dois volumes – Andando na Sombra e Debaixo da Minha Pele cobre várias décadas de uma vida dedicada à literatura e ao ativismo político. Num deles – o segundo, possivelmente, pois ela então já era uma autora consagrada – Doris aconselha aos escritores que “jamais procurem a aprovação de um crítico” para seus originais; que um amigo bem-intencionado é uma escolha muito melhor, simplesmente porque se importa com os sentimentos do escritor acerca do valor de seu trabalho. Ou pelo menos foi o que li nas entrelinhas. De qualquer forma, esse é um conselho que eu tento seguir, especialmente porque tenho a sorte de ter amigos que gostam de Literatura... e que, embora possam apontar uns defeitos aqui e ali, quase sempre conseguem me assegurar de que estou contando uma boa história.

E se eu sinto que a história não é tão boa? Nesse caso, recorro a outra escritora: Amy Tan, que em O Oposto do Destino fala francamente sobre os seus "maus começos". Entre seus vários romances de sucesso ela iniciou a escrita de outros tantos, às vezes avançando por dezenas de páginas que, depois, não teve como aproveitar. Reconhecer a fragilidade de um trabalho, principalmente quando já adiantado, e começar do zero são dois atos de coragem, mas necessários ao ofício de escritor – e se uma autora tarimbada como Tan passa por eles, por que não eu?

Agora, uma citação que vem de leitura recente: A Soma dos Dias, uma espécie de segunda autobiografia de Isabel Allende, na qual conta o que aconteceu a ela e a sua extensa família após a morte de Paula. Allende é uma espécie de Mãe-Terra que, tanto quanto em suas atividades literárias, tem que estar envolvida na vida familiar, e tanto se enredou no dia-a-dia que acabou por ver secar o poço da inspiração. Felizmente, foi passageiro - outros livros, inclusive sua impagável e folhetinesca leitura do Zorro, vieram após esse momento - mas ler sobre isso me despertou para o fato de que eu, também, tenho deixado a fonte secar mais do que é admissível, pelos deveres que preciso assumir - ou que assumo, desnecessariamente, por excesso de zelo, mas isso é o que menos importa. O importante é que percebi de repente o quanto minha vida estava se tornando árida, rotineira, desprovida de Magia, mesmo aquela que se encontra nas pequenas coisas. Sem Magia é impossível escrever - e é por isso que estou aqui, tentando fazer com que as fontes voltem a fluir como antes. Não é fácil, mas no fim acho que consigo.

Vocês esperam por mim?




Este romance convida o leitor a revisitar diversos contos de fadas, seguindo os passos de um personagem "secundário": o Caçador da história da Branca de Neve, que, ao se recusar a cumprir as ordens da rainha, inicia uma jornada em busca de sua identidade.



Este livro apresenta os contos de fadas como patrimônio universal, com elementos comuns ao imaginário de todas as culturas, que se renovam e se perpetuam através de autores e narradores contemporâneos.


Num mundo medieval, um saltimbanco precisa lançar mão de todo o seu talento e criatividade para equilibrar os bons e maus momentos da vida.

Como comprar: anamerege@ig.com.br

Palestras:
"Introdução à História da Escrita" e "O Livro no Ocidente Medieval"

Jornada "O Livro - Uma Trajetória"
Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro
19 de Maio 2009
10:00 às 17:00

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