quarta-feira, dezembro 31, 2025

Escrita e Publicações de 2025

Heeey, pessoas queridas... Tudo bem?

Mais uma vez, espanei as teias de aranha pra vir contar como foi o meu 2025, em termos literários. A vida pessoal está demandando bastante, assim como o trabalho na Biblioteca Nacional, e eu acabei escrevendo e publicando menos que nos anos anteriores. 

No total, foram nove contos escritos (tem um em andamento, mas entrará na conta do ano que vem), cujas versões finais somaram 39.383 palavras. Publicados, apenas cinco, sendo um reedição e outro a tradução de um conto curto para o espanhol. Além disso, publiquei um livro teórico que rendeu entrevistas e artigos, e deixarei aqui o link para alguns deles. Preparados?


O ano começou justamente com a publicação de "A História do Livro: marcos e transformações", pela editora da Fundação Biblioteca Nacional. O livro reúne 38 dos artigos que escrevi durante a pandemia, a maioria dos quais está na página e nas redes da BN, mas acho que valeu a pena reuni-los. A publicação física só pode ser encontrada na livraria da Biblioteca Nacional, e restam poucos exemplares, mas o PDF pode ser baixado gratuitamente aqui.

Ao longo do ano, a obra - que não pretende se aprofundar no assunto, é bem introdutória, feita para divulgação mesmo - teve alguma repercussão entre professores, bibliotecários e outros profissionais do livro. Com isso apareci em blogs, dei entrevistas e escrevi pequenos artigos. Não vou linkar os que estão em áudio ou vídeo; os escritos podem ser conferidos nos sites da Revista Especiaria, da Divulga-CI e da Revista Informação e Cultura.

Agora, as publicações de ficção. Várias ficaram para 2026; creio que os editores também tiveram um ano atribulado... ! 


A primeira deste ano é o conto "O Que Salka Faz com a Água", que saiu na coletânea "U. G. A.", organizada por Lu Evans. Nele eu narro a história de uma jovem denisovana muito curiosa, cuja descoberta desafia o conhecimento e a própria autoridade dos mais velhos do seu clã. Quem se interessar, pode comprar aqui, quase de graça.


Por falar em gratuidade, é o que oferece o e-book "Fábulas de Laniakea", organizado também pela Lu Evans e por Liana Zilber Vivekananda. Republico, bem modificado, meu conto "Cybermadrinha", que ao mesmo tempo homenageia autores da ficção científica e narradores de contos de fadas. Confiram aqui. E, na sequência, uma segunda republicação, que saiu no finalzinho deste ano:  Los Dioses del Planeta Azul,  versão para o espanhol da minha FC farsante e mitológica. 


A Revista Literatura Fantástica n. 20 ganhou o Prêmio Argos de Melhor Coletânea, e dela fazia parte meu conto de fantasia sombria "A Nau do Sétimo Dia". No número 29, participo com "O Vale das Almas Errantes", que traz a segunda aventura do personagem Tarish de Cartago. Confiram neste link.

Por fim, participei de uma edição especial natalina da série Companheiros Mágicos, da Editora Medusa, na qual os protagonistas são bruxos e feiticeiros e seus familiares. Escrevo uma história passada no Brasil de tempos atrás, em que a bruxa veterana Esmeralda e seu amigo de quatro patas, Bartolomeu, têm que lidar com um presente inesperado. O link da pré-venda do livro físico está aqui, e deve haver um e-book também mais para a frente.

***

Bom... Esses foram os trabalhos, esses foram os frutos colhidos no ano. Outros foram plantados e amadurecem. A seu tempo brotarão. E ainda que não, como vocês sabem, valeu a intenção da semente. 

A todos vocês, antigos e novos amigos, que 2026 seja um ano incrível, com muita paz, saúde e realizações. Até a próxima!



domingo, janeiro 19, 2025

Publicações de 2024 - Segundo Semestre

     Pessoas queridas,

    Eis o prometido post sobre as publicações do segundo semestre de 2024. Espero que curtam!

    Em setembro eu estive em São Paulo, na Bienal do Livro, onde revi amigos queridíssimos, conheci outros pessoalmente e fiz minha magia da multiplicação no estande da Editora Draco (entendedores entenderão). Nesse mesmo mês saiu a Revista Literatura Fantástica n.20, da Álamo Edições, com meu conto "A Nau do Sétimo Dia", baseado nas histórias trágico-marítimas da era das grandes navegações. Soube que foi bastante elogiado pelos leitores. Espero sua avaliação na Amazon! 


    Em novembro, saiu a única publicação do coletivo Tapioca Fantástica em 2024. O tema foi “Caos”, abordado de diferentes maneiras pelos autores, e em meu conto, "Assim Contarão Nossos Netos", eu abordei as lendas e profecias de fim de mundo de várias mitologias imaginárias. Como seria se todas acontecessem ao mesmo tempo? Pegue seu e-book na Amazon e descubra!


    E, por falar em coisas acontecendo ao mesmo tempo, essa foi a dinâmica de dezembro, com nada menos que quatro publicações saindo do forno! A primeira foi um conto ambientado no universo Véu da Verdade, de João Beraldo, que intitulei "Jornada a Roca 10". É FC? É aventura? É space opera? Falei um pouco sobre isso no canal Toca do Aventureiro. O e-book está disponível na Amazon.


    Adiar uns dias este post foi positivo, pois a segunda publicação, apenas em versão física, acaba de chegar ao site da Luva Editora. Trata-se de Urban, uma coletânea sobre lendas urbanas. Meu conto, "Vinde a Mim", desconstrói o famoso “homem do saco” e, devo confessar, lavou um pouco minha alma. Espero que vocês gostem.


    A vibe mudou completamente com Familiar, coletânea voltada para o público mais jovem. Meu conto “De Magia e Memória” traz a história de uma bruxa idosa e seu companheiro inusitado, vivendo em algum lugar do litoral brasileiro. A publicação é física, e há alguns exemplares à venda na loja da Medusa Editorial, mas ouvi dizer que não são muitos. Corre lá!



    Para fechar o ano com chave de ouro, tivemos Arkhè, uma coletânea da Nebula que reúne autores brasileiros e estrangeiros, de vários países. A ideia é criar contos de fantasia em torno de descobertas arqueológicas, e em meu conto "Ave, Spurius" eu trouxe de volta os personagens do “Cidades Inversas” e o passado de Lisboa. Ou melhor, Olisipo, quando um certo Spurius Avaro era um dos soldados que patrulhavam o ancoradouro. O e-book está bem baratinho na Amazon, mas a coletânea também pode ser lida de graça no site Heyzine.

    Com essas publicações o ano se encerrou, mas neste que se inicia haverá mais, inclusive de não-ficção. É só esperar. Para os que quiserem ter uma ideia da Ana sob seu outro chapéu, esta entrevista na Revista Letravox traz um pouco da minha perspectiva sobre leitura e literatura não apenas na qualidade de escritora, mas também na de bibliotecária. Espero que curtam!

    Grande abraço - e não vou prometer, mas, quem sabe a gente volta a se ver mais por aqui. 

 

terça-feira, janeiro 07, 2025

Publicações de 2024 - Primeiro Semestre

           Oi, gente amiga!

Pois é, em 2024 não ganhei prêmios com minha literatura, mas o Estante Mágica manteve seu Troféu Teia de Aranha pelo quarto ou quinto ano consecutivo, se não mais. Fico me dizendo que eu deveria retomar as postagens regulares, ou acabar com ele e criar ou não um espaço de escrita noutro lado, mas entra mês, sai mês e nada acontece. Até de redes sociais eu fiquei mais distante nos últimos tempos, por várias razões. E uma delas, digo orgulhosamente, foi o cumprimento de uma das minhas metas do ano passado: desacelerar, dar mais atenção a família, amigos, saúde.

Em 2024 eu comecei a me exercitar regularmente, o que foi uma grande conquista, e li bem mais que nos anos anteriores, embora tenha escrito menos do que em 2023 (que foi realmente fora da curva). A quantidade de textos completados foi menor, mas o total de palavras regulou com 2021 e 2022, em torno de 60.000. Isso se resume em uma novela de fantasia urbana/mitológica/de portal (um terço dela foi escrito em 2023, mas refiz uns 70% disso e depois finalizei), cinco contos e dois roteiros para histórias em quadrinhos. Novela e roteiros ainda virão (hopefully), mas quatro desses contos já foram publicados, e, assim como eles, alguns outros escritos no ano passado. E, para seguir pelo menos uma tradição, deixo o registro aqui do que saiu em 2024.

Os primeiros contos a aparecer no ano não estão, infelizmente, disponíveis, pois as coletâneas que saíram tiveram edição limitada e nenhuma tem e-book por enquanto. “Céu de Alumínio”, publicada pelo Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro - NLCAC, teve uma tiragem de acordo com a demanda dos participantes, e “Motivo Torpe”, organizada por J. P. Schmidt e Roberto Silver, teve uma tiragem de acordo com a adesão à campanha no Catarse. Em junho viriam os e-books cujas capas se acham acima: Que Arraiá é Esse?, publicação do coletivo Picolé Antimatéria, em que retomo os personagens do meu conto de “Verões Fantásticos” em mais um "isekai caiçara"; e Cidades Inversas, do Selo Nebula, apresentando novos personagens: os músicos Abílio e Viriato e as trigêmeas lisboetas que, na verdade, são as ninfas do Tejo. Com direito a outra presença ilustre saída de um poema de Pessoa. ;) 

Em julho, encerrando o semestre, saiu um conto curto em Relicário Bruxo e os Artefatos de Poder, do selo Perene Editorial, apresentando o anti-herói Tarish de Cartago (cujo irmão mais jovem e maluquinho é o Mattan, que vocês talvez conheçam de outros contos). A vibe é mais sombria e comedida, diferente da dos contos do Mattan, mas acho que os leitores vão gostar.

Eu pretendia falar de tudo aqui, mas a segunda metade do ano foi igualmente prolífica e vou deixá-la para um próximo post. Fica o meu convite para conhecer os trabalhos do primeiro semestre, no qual, aliás, também prefaciei um trabalho muito legal: o e-book Estrelas: mulheres pioneiras da Ficção Científica, organizado por Rubens Angelo, que resgata contos de FC escritos por mulheres no século XIX e início do XX.

Boas leituras e – prometo desta vez – até muito breve! 

terça-feira, janeiro 02, 2024

Publicações de 2023

 Gente amiga,

Mais de um ano se passou desde a minha última postagem aqui. Quem me segue nas redes sociais sabe que 2023 foi bem produtivo; escrevi muito, publiquei bastante e ganhei até prêmio. Felizmente, foi também um ano bem melhor que os anteriores no âmbito pessoal, inclusive com a retomada das viagens que eu adoro.

Em 2024 eu decidi (tentar) implementar algumas mudanças no meu processo de escrita; pretendo concluir um projeto na Editora Draco e contribuir com os coletivos de que participo, mas num ritmo menos frenético, que permita mais tempo para cuidar da minha saúde, ter atividades de lazer, estar com minha família e amigos. A ideia é retomar este blog também, mas sem pressão. Enfim, seguindo em frente para ver no que dá!

Para começar, faço um retrospecto das publicações de 2023. Não vou colocar todas as capas, pois são muitas, mas os links vão aqui. À exceção do podcast (que, assim mesmo, é narrado e editado por outras pessoas), todos são de trabalhos coletivos, o que reforça a importância que sempre dou a seguirmos juntos para chegarmos mais longe! 


O ano começou com uma participação em grande estilo na Revista Mystério Retrô, seguida por um conto curto e bem-humorado no site Mundos Fantásticos. Então saiu a primeira edição do Tapioca Fantástica, publicação do coletivo do mesmo nome, com a temática "Piratas" sugerida por mim. Nele saiu um conto do meu herói Mattan de Cartago, que pode ser conferido aqui. Para encerrar o semestre, publiquei o conto Os Deuses do Planeta Azul, também com tema mitológico e piratesco, na coletânea Vozes Intergalácticas, organizada pela Lu Evans.


Em julho, a convite dos organizadores, fui uma das juradas do concurso que escolheria os contos da Curtos e Fantásticos volume 3, da Jambô. Também colaborei com um conto. Logo em seguida publiquei dois contos do meu personagem Ismael Chakur: na coletânea Aventuras no Tempo, da OBook, e no segundo volume da Tapioca Fantástica, cujo tema foi "Populário". Então, escrevi um texto sobre a história das livrarias cariocas, que foi lido pelo Diogo Andrade no podcast Miudezas e pode ser ouvido aqui. E Lu Evans republicou meu conto curto InsóliDos na coletânea O Último Dia do Futuro, com autores brasileiros e romenos. 


Um convite muito gentil de Duda Falcão me levou a participar, junto com ele e Simone Saueressig, do primeiro número da revista Odisseia de Literatura Fantástica, que pode ser baixado aqui. Lu Evans publicou a coletânea Terra Mágica, com brasileiros e indianos, em que saiu meu conto Francisco e o Destino, e republicou a primeira história de Mattan em Estelar II, de que participam nada menos que cinquenta autores brasileiros de Literatura Fantástica. O formidável projeto Clube Planetário, da Agência Polarys, publicou mais um conto do Ismael em sua edição Delphinus - o projeto foi encerrado, e o conto foi apenas para os assinantes, mas sigam o Polarys, ano que vem tem mais novidade. Por fim, na virada do ano, saiu a coletânea Verões Fantásticos, do coletivo Picolé Antimatéria, em que o conto Ilha Dourada traz a primeira história que escrevi sobre Ismael Chakur.


Um ano bem cheio, né? Eu adorei participar de todos esses projetos, conhecer e renovar laços com tanta gente bacana. Ainda fui jurada do Prêmio ABERST, estive na Odisseia em Porto Alegre e ganhei dois prêmios Argos: melhor conto, por O Jogo do Destino, e melhor coletânea, por Os Pilares de Melkart. É um livro de 2022, mas vou repetir o link aqui para quem quiser conhecê-lo. E podem esperar, que este ano vai ter mais história de Balthazar e Lísias vindo por aí!


Bom, pessoas queridas... Era isso que eu tinha a relatar sobre o ano passado. Teria sido legal aparecer aqui a cada publicação, a cada conquista, e conversar um pouquinho, mas, no atropelo cotidiano, não rolou. Quem sabe a partir de agora eu sopre mais vezes as teias da aranha? Pode ser uma boa ideia... Principalmente se ela for como aquela de Anna e a Trilha Secreta, que tece a partir de histórias!

Um ótimo ano pra vocês. Vamos juntos!

sábado, dezembro 31, 2022

Retrospectiva de Escrita 2022

 Pessoas Queridas,

Este é o último dia do ano, e eu decidi quebrar uma das minhas tradições (listar as melhores leituras que fiz ao longo dos doze meses), mas também repetir algo que fiz ano passado, uma espécie de retrospectiva dos trabalhos literários.

Em 2020 e 2021, anos da pandemia, eu escrevi 22 contos de tamanhos diversos, um total aproximado de 100.000 palavras. Este ano, mesmo voltando ao trabalho presencial, e ainda que tenha passado por vários problemas de saúde (meus e do meu marido), a média se manteve, com um número menor de trabalhos finalizados (foram 9), mas totalizando 51.323 palavras nas versões finais.



Meus originais.
Lamento informar que, uma vez digitados,
seu destino é o beleléu. 


Até o final de novembro, eu não esperava chegar nem perto dessa marca, mas no último mês escrevi dois dos três contos longos (noveletas, vá) que produzi este ano. Dei a sorte de ser apanhada pelo que chamo de "febre ficcional" -- resumidamente, o contrário do bloqueio do escritor -- que me acomete vez por outra, e que  cheguei a descrever num post de 2004. Se alguém estiver interessado em detalhes, ei-los aqui. Seja como for, a produção me deixou bem feliz, e houve ainda vários textos escritos para a Biblioteca Nacional, um pouco mais da série sobre escritores brasileiros e uma sobre livros de aventura. 

Quanto a publicações, além do livro de contos Os Pilares de Melkart., publiquei duas novelas solo no mesmo universo, participei de nove coletâneas ou revistas, publiquei um artigo de divulgação e um capítulo de livro acadêmico -- esses trabalhos e seus links estão nos dois posts anteriores aqui da Estante Mágica. Não ganhei prêmio (acho; Allana e eu somos finalistas do Argos com o Jack London), mas o primeiro quadrinho que roteirizei está na coletânea Babalon, que ganhou o Prêmio ABERST de melhor HQ de horror ou crime. Fui jurada do Prêmio ABERST (noutra categoria, claro) e do Odisseia de Literatura Fantástica. Escrevi paratextos, fiz revisões, participei de lives, dei entrevistas e opinei em projetos que, tenho certeza, vão ter uma repercussão bacana. Infelizmente não participei de muitos eventos literários, como gostaria, mas espero compensar isso no ano que vem.

E o que mais espero, além, claro, de todos termos saúde e de ver o país iniciar sua recuperação após esses últimos anos tão difíceis? Espero escrever contos que fechem dois romances fix-up, espero produzir mais do universo do Balthazar, escrever um livro para adolescentes, ambientado no Brasil durante a pandemia, e possivelmente um romance curto de fantasia urbana. Espero participar de projetos e vibrar com as conquistas de amigos. Espero ler e assistir muita coisa boa, espero fazer um trabalho digno na Biblioteca Nacional (sob outra direção, hurra!) e se tudo der certo voltar a viajar, mesmo que pra pertinho daqui. Enfim, espero que o próximo ano seja pelo menos tão bom quanto os últimos em termos de produção e publicações... e que seja melhor, em todos os outros aspectos, pra mim e pra todos nós.

E, acima de tudo, espero que continuemos juntos, porque vocês fazem parte dessa jornada, e eu sempre soube, ninguém vai longe quando anda sozinho.

Grande abraço, e até o ano que vem!